A LIDERANÇA SOMBRIA DE MANUELA FERREIRA LEITE

No seu programa semanal da RTP, o comentador Marcelo Rebelo de Sousa disse que a imagem de Manuela Ferreira Leite tem prejudicado o partido.
O que significa, segundo Rebelo de Sousa que: “Daqui por uns tempos, se não há uma mudança nisto, atinge-se um ponto de não retorno: o PSD deixa de concorrer (a eleições) não para ganhar, mas passar a concorrer, como o PP, o PCP e o Bloco de Esquerda, para tirar a maioria ao PS e perder por poucos pontos”.
Os dados de Novembro do Barómetro Político Marktest mostram que a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, é a líder partidária com um saldo de imagem mais negativo, igualando os piores resultados obtidos por Marques Mendes em Julho de 2007.
Para aqueles que a apontavam como imagem regeneradora, agregadora e credível do PSD, entendo que chegou o momento de lhe fazerem ver que o partido não se esgota em simples e singelas aparições.
A teoria do silêncio não pegou e parece-me que é frequentemente o partido mais seguro para aqueles que desconfiam de si próprios.
Quem como Manuela Ferreira Leite, se recusa a aparecer na esfera pública que garante o mundo comum, não fazendo uso da sua capacidade de pensar e de falar com os seus militantes e simpatizantes, afastando-se dos espaços próprios do partido e de pensar e reflectir com eles, desaparece para os outros.
Na minha opinião, é melhor o PSD ter a coragem de enfrentar o problema do que andar a arranjar desculpas e subterfúgios, para se justificar uma liderança inoperante. Se a credibilidade estava perdida, e Menezes deixou o PSD na casa dos 34% de intenção de voto, agora que está a ser recuperada só valemos cerca de 24%?
Infelizmente são muitos os portugueses que estão indecisos, desencantados e tendencialmente abstencionistas, mas não atribuem na intenção de voto a confiança à actual liderança do PSD.
Os militantes e simpatizantes do PSD necessitam de acreditar no presente para construir o futuro.