MANUELA FERREIRA LEITE LIDER DO PSD!

Sem convencer, ganhou a previsibilidade melancólica!
O Concelho de Esposende deu a vitória a Santana Lopes com 101 votos, contra os 94 de Manuela Ferreira Leite, seguido por Pedro Passos Coelho com 68 votos. Manuela Ferreira Leite tornou-se na primeira mulher a liderar um grande partido em Portugal.
A nível nacional Manuela Ferreira Leite teve mais 6 pontos percentuais que Passos Coelho, e tendo em conta o que ela foi dizendo ao longa da sua campanha, parece-me haver uma boa oportunidade para o PSD voltar a dizer aos portugueses que "uma sociedade mais livre será uma sociedade mais justa", e reformular a relação entre o Estado e os cidadãos de forma a atingir esse objectivo.
No entanto Manuela Ferreira Leite tem uma visão economicista da política e é precursora do modelo económico de José Sócrates, o que trará a este PSD uma enorme dificuldade de se assumir como alternativa, embora seja ainda possível, se apresentar soluções exequíveis para atenuar as crescentes assimetrias sociais. Será essa a única via disponível, tamanha é a semelhança entre o PS de José Sócrates e o PSD.
Estou certo que, nos próximos tempos, discordarei de muitas coisas que a nova líder do PSD afirmará, mas estou também certo que ela tem uma excelente oportunidade, que eventualmente mais ninguém poderia ter, para "dar a volta" que o partido e o país precisam que o PSD dê.

QUEM GANHOU O DEBATE NA TVI?

O Liberalismo de Passos Coelho e impostos no centro do debate da TVI.
O significado do liberalismo de Pedro Passos Coelho e as diferenças em relação à carga fiscal estiveram hoje no centro do primeiro debate televisivo entre os quatro candidatos à liderança do PSD, realizado na TVI.
No início do debate, a jornalista da TVI Manuela Moura Guedes pediu directamente a Passos Coelho para explicar o alcance liberal das suas propostas. O ex-presidente da JSD recordou que Francisco Sá Carneiro começou como deputado da chamada Ala Liberal, no tempo do Estado Novo. "Liberal significa dentro do PSD e na sua raiz identitária significa lutar pela liberdade política, pela liberdade económica", respondeu. "Economicamente não é isso, não é doutora Manuela Ferreira Leite?", interrogou a moderadora do debate. "Não, efectivamente, em termos económicos ser liberal significa praticamente tornar o papel do Estado inexistente", sustentou Ferreira Leite, motivando a discordância de Passos Coelho, que lhe perguntou se não concorda com a desestatização da economia iniciada nos governos de Cavaco Silva. A ex-ministra das Finanças respondeu que concorda com algumas posições de Passos Coelho, mas discorda de outras, como a privatização da Caixa Geral de Depósitos "porque exactamente o liberal toma as decisões sem sequer ver quais as circunstâncias que o país atravessa". Pedro Santana Lopes procurou fazer a síntese da troca de argumentos entre os seus dois adversários: "O que ambos querem dizer é liberdade no plano político, garantia dos direitos, liberdades e garantias, mais intervenção do Estado na solidariedade social e na regulação económica". Manuela Moura Guedes insistiu em saber se Passos Coelho "é liberal ou não no código laboral" e o candidato declarou-se a favor de maior flexibilização, designadamente nos despedimentos individuais, mas contra "a lei da selva em matéria de contratação". "Eu estou em Portugal, não em qualquer outro país", sublinhou. "Ah, o senhor é liberal à portuguesa?", retorquiu a jornalista da TVI. Passos Coelho insurgiu-se por quererem enfiá-lo "num fato liberal" e assinalou que esse conceito "nos Estados Unidos está associado ao partido democrata".Quanto ao código laboral, Ferreira Leite alegou que apenas se conhecem "ideias genéricas" da proposta de revisão do Governo. Segundo Pedro Santana Lopes, é necessário mudar a legislação, mas "não exactamente" como propõe o executivo do PS. Em matéria de impostos, Santana Lopes considerou que "pode e deve-se" descer os impostos, enquanto Ferreira Leite reiterou que "a situação tal como está e como este Governo tem conduzido não dá margem para baixar os impostos". Mário Patinha Antão lembrou a sua proposta de descida do IVA, IRC e redução do número de escalões do IRS.

Na minha opinião, Manuela Ferreira Leite teve uma prestação relativamente apagada, até porque falou menos tempo. E portanto não posso concordar com a análise de Vasco Pulido Valente de que isso a beneficiou. O que a beneficiou foi sondagem à opinião pública.
Por sua vez, Pedro Passos Coelho tem sido a grande revelação desta campanha. Com um discurso inovador, com uma forte componente liberal, tem seguramente marcado a agenda, o que levou a que tenha sido objecto de um fortíssimo ataque por parte de Manuela Moura Guedes, logo aquele que mais teve que defender das suas ideias.
O actual agravamento da crise económica, sem soluções por parte do Governo, implica que, ao contrário do que todos supunham, Sócrates pode ser derrotado em 2009. O líder do PSD deve ser aquele que esteja em melhores condições de o conseguir. Isto, infelizmente, acho que ainda não ficou esclarecido para os militantes do PSD e para os Portugueses.

PSD EM CONSTANTE MUDANÇA!

Com as eleições agendadas para o dia 31 de Maio, já se antevê renhida a disputa entre as três candidaturas a lider do PSD:

Pedro Santana Lopes tem um passado. Tem um passado difícil de apresentar aqui e ali, mas tem um passado. Tem um passado a disputar eleições. Tem um passado a ganhar eleições. Tem um passado partidário sem paralelo em Portugal. É um dos mais combativos políticos portugueses, talvez o mais combativo. Mas, aqui poderá ser olhar para o lado!
Por sua vez, Manuela Ferreira Leite, tem um discurso rectilíneo, preservando ideias fixas, pouco comunicativa e representa um PSD menos combativo.
Representa também o lado do PSD que a sociedade portuguesa, tem vindo a recusar, o lado dos habituais notáveis, dos barões, dos fazedores de opinião, dos que têm uma visão da política democrática que é no mínimo redutora. Representa ainda, a política de salão, onde um grupo elitista, mais ou menos homogéneo discute e distribui entre si o que houver na mesa sem dar cavaco a ninguém.
Esta visão da política até poderá ter feito sentido, posso admitir, num determinado período histórico, e só nesse período é que eu encaixaria uma candidatura como a de Manuela Ferreira Leite.
Mas esse ciclo já se fechou. O ciclo das figuras encerrou-se com o terceiro lugar de Mário Soares nas directas do Partido Socialista.
O Partido Social Democrata também vai, finalmente, encerrar o seu ciclo de figuras. A política hoje faz-se com outro tipo de pessoas, com outro tipo de atitudes perante a sociedade.
Para o bem ou para o mal, conforme a perspectiva, a verdade é que mudou.
E neste contexto, fora de qualquer pergaminho, gostaria imenso de poder ver em Pedro Passos Coelho uma nova forma de conduzir os destinos do PSD, onde à cerca de 12 anos anda entre barões e figuras de ocasião.
Pessoalmente, gostava imenso de ver Pedro Passos Coelho a desbravar caminho dentro da hierarquia de um partido tão cinzento, gasto, como é o baronato do PSD.
Na minha opinião, Pedro Passos Coelho, poderá ser uma agradável surpresa nas hostes do PSD, recordo-o quando líder da JSD, jovem com boa aparência, voz bem colocada, ajuda a entrar no eleitorado, sempre pugnou pela defesa das suas ideias, tornando-o num líder de convicções fortes e ao mesmo tempo solidário.
O Futuro será aquilo que todos os militantes do PSD quiserem, mas será certamente o momento de olhar para ele!
Pedro Santana Lopes (blogue pessoal)
Pedro Passos Coelho (blogue de apoio)

CDS-PP ESPOSENDE... QUANTOS?!

Hersília Brás Marques foi, este fim-de-semana, reconduzida como Presidente da concelhia do CDS-PP, outra coisa não seria de esperar, visto a maioria dos militantes não terem aceite a hipótese de ter na liderança do Partido João Pedro Lopes, que foi dignamente relegado para a Mesa da Assembleia, substituindo Berta Viana, que ao que se sabe sai em litígio com a actual direcção e com o José Paulo Areia de Carvalho.
Na conferência de imprensa que serviu de apresentação dos elementos da lista, Hersília Brás Marques não teve dúvidas em avançar que o actual vereador do CDS-PP, José Paulo Areia de Carvalho, seria o candidato do partido à Presidência da autarquia, não revelando, contudo, caso o partido lhe proporcionasse um lugar de deputado, por que cargo ele optaria.
É sabido que o CDS-PP de Esposende é cada vez mais um partido visto de fora para dentro, isto é, um partido onde quem manda, pensa e decide, são pessoas de fora do concelho, ficando para os nativos e residentes o amor à bandeira e à ideologia partidária.
Os candidatos do CDS-PP, da mesma forma que aparecem, da mesma forma desaparecem, até parecem ilusionistas, sem deixar rasto e nada de relevante trazem ao concelho. Senão vejamos, onde param os últimos candidatos à autarquia de Esposende deste partido? Alguém se lembra deles, quem foram? Mesmo reportando ao último candidato e vereador, desde 2005 que é do tipo ilusionista, aparece e desaparece, não fosse a sua condição de vereador, que de longe a longe lá o impele a intercalar a sua estadia entre Leça e Lisboa e lá vai intercalando as reuniões de Câmara com uma ou outra procissão dos santos populares, e ninguém lhe poria a vista em cima.
Por isso, não admira que das poucas dezenas de militantes que o CDS-PP de Esposende tem actualmente, só tenham exercido o direito de voto, para esta comissão política, pouco mais que uma dezena, e isto poderá querer dizer alguma coisa!

ATÉ POSSO ESTAR ENGANADO!

O sucesso do combate à fome nos últimos 15 anos, principalmente entre crianças, pode estar a ser comprometido pela subida do preço dos alimentos, para que contribuem factores com os subsídios atribuídos à produção de biocombustível.
Num momento em que o preço do preço do petróleo atinge valores históricos, os biocombustíveis são vistos por muitos como a “pedra filosofal” para os problemas energéticos do mundo.
Segundo estes, os biocombustivies trazem vantagens a dois níveis;
A montante, permitem a diminuição da dependência face ao petróleo.
A jusante, possibilitam um aumento substancial do rendimento dos agricultores, e dos países do terceiro mundo (produtores quase exclusivamente de matérias-primas).
Todavia, estes dois principais argumentos pode ser facilmente desmontados. Quanto à questão da dependência, a área arável na Europa é imensamente escassa, o que inviabiliza a produção da quantidade de biocombustíveis necessários para se poder erradicar o petróleo. Quanto muito, os biocombustíveis apenas permitiam a substituição da dependência energética do médio oriente, para a América do Sul ou para África.
A um segundo nível, o aumento da procura por cereais, leva a que o preço destes aumente exponencialmente (em 2007 o preço do milho aumentou 130%). Consequentemente os agricultores vão utilizar toda a área arável para o cultivo dos biocombustíveis, deixando de produzir os outros bens essenciais às dietas alimentares.
Nos países mais pobres, onde o rendimento per capita é excessivamente baixo, as populações deixam de ter capacidade económica para adquirir os cereais essenciais a sua dieta. Ora a primeira e mais gravosa consequência é a fome. Veja-se o caso do México em que grande parte da dieta alimentar se baseia na tortilha (prato típico feito à base de milho) em que já ocorrem manifestações e convulsões sociais pelo agravamento exponencial do preço do milho.biocombustíveis são sinónimo, de novas dependências, fome, desigualdades sociais e destruição do meio ambiente.
É capaz de não ser este o caminho!

PS, JOÃO NUNES VENCE LUÍS VALE

João Nunes é o novo líder da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista.
João Nunes é o novo homem “forte” do PS de Esposende, depois de uma vitória arrancada a ferros e que muita tensão está a provocar no seio do partido. Segundo se constatou dos 254 militantes, votaram 213, conseguindo João Nunes mais 25 votos que Luís Vale.
Após vencer uma das mais disputadas eleições no PS de Esposende, João Nunes mostrou que não está à altura de ser um líder forte, nem exercer uma liderança sólida, quando atira para a comunicação social uma série de nomes, (Losa Esteves, Pedro Saleiro, Luís Vale, … João Nunes) como hipotéticos candidatos à Câmara Municipal nas eleições de 2009.
Será medo de não estar à altura do cargo ou medo de eventuais traições pelo ambiente armadilhado que se vive actualmente no PS local?
Recordo-me que em 2004, numa conferência de imprensa do Partido Socialista para falar das contas da Câmara, João Nunes disse estar “disponível para ser cabeça de lista do PS à Câmara Municipal”, passados estes anos todos tem medo de quê!
Será certamente dos seus pares!

ELEIÇÕES PARA A CONCELHIA DO PS

Está ao rubro as eleições para a Concelhia do Partido Socialista de Esposende, marcadas para este fim-de-semana.
Na corrida à liderança está Luís Vale e João Nunes, numa campanha sem precedentes, com gastos equivalentes a uma campanha autárquica, o que em parte se torna ridículo, uma vez que o público alvo são pouco mais de duas centenas de militantes.
Com os dois candidatos a esgrimir acusações e a regatear apoios, João Nunes acusa Luís Vale de "tentar desvirtuar o resultado eleitoral, filiando cerca de meia centena de militantes de Braga, que nada têm a ver com Esposende, só para poderem exercer o direito de voto na secção de Esposende."
Por sua vez, Luís Vale levou tanto a sério esta corrida que direccionou a sua campanha para fora do próprio partido, numa tentativa de se dar a conhecer no concelho, colocando outdoors em quase todas as freguesias.
Luís Vale, critica ainda a forma de fazer política das pessoas que apoiam da lista liderada por João Nunes, dizendo que preferem o "bota-abaixismo por bandeira e o derrotismo por lema." E, vai mais longe, ao perguntar "quais os resultados de reuniões conspirativas de café e grupelhos?"
O Olho de Lince fica a observar o desenrolar dos acontecimentos, mas há que diga que vai ser mais do mesmo!

ANTÓNIO CATARINO APOIA JOÃO CEPA!

Nesta semana da Páscoa o CDS/PP de Esposende teve uma entrada de rompante na comunicação social, aparentemente com toda a pujança, mas logo se tornou numa “via-sacra” penosa para este partido.
Vem isto a propósito de um comunicado do CDS/PP à comunicação social, segundo o qual o mesmo apoiava as 5 juntas de freguesia com listas independentes no concelho de Esposende.
Arriscou-se a uma humilhação pública, o que sucedeu no mesmo dia.
A reacção surgiu de onde o CDS/PP menos esperava, Fonte Boa, que foi a única freguesia a dar uma vitória ao CDS/PP nas últimas autárquicas, fruto de um apoio “inequívoco” de António Catarino à candidatura de Areia de Carvalho.
Ora, ao tentar marcar posição no panorama político, o CDS/PP foi de imediato desmentido e preterido, pois o presidente da Junta de Freguesia de Fonte Boa, desmarcou-se de qualquer apoio vindo do CDS/PP, tendo mesmo declarado públicamente o apoio incondicional, quer como possível candidato à Junta de Freguesia, quer como cidadão (António Catarino), à possível recandidatura de João Cepa à Câmara Municipal de Esposende.
Mesmo assim, José Paulo Areia de Carvalho veio a terreiro fazer rasgados elogios à pessoa de António Catarino, enaltecendo as suas qualidades de presidente da Junta e declarando-lhe o seu total apoio a uma eventual recandidatura.
Bem, isto está algo confuso, vou tentar explicar: o Presidente da Junta de Fonte Boa, António Catarino, disse à comunicação social que apoiaria a candidatura de João Cepa, caso este se recandidatasse à Câmara Municipal e mesmo assim o hipotético candidato do CDS/PP, Areia de Carvalho, declarou total apoio António Catarino!

Isto deixa-me confuso, por isso deixo umas interrogações para os analistas:

Será que Areia de Carvalho não percebeu ou o António Catarino terá mesmo de lhe dizer que não quer o seu apoio, nem o do seu partido e que está arrependido de o ter apoiado nas últimas autárquicas?
Será que António Catarino viu que o CDS/PP é um partido sem rumo e sem futuro no concelho?
Será que Areia de Carvalho lhe prometeu muito, mas facilmente se esqueceu daqueles que acreditaram nele e se pôs a “andar” para Lisboa, e isso não agradou a quem lhe confiou o seu apoio com o voto?
Será que João Cepa já se esqueceu da “traiçãozinha” que António Catarino lhe fez?
Será que António Catarino quer ser Candidato pelo PSD?

Alguma coisa de estranho se está a passar!
Eu sei que estamos na semana da Páscoa e é preciso penitência!
E aqui alguém se penitenciou.

ALGUEM O OUVIU FALAR DE ESPOSENDE?

Augusto Santos Silva, ministro e candidato do Partido Socialista à Assembleia Municipal de Esposende nas eleições autárquicas de 2005, revelou aquilo que de facto as pessoas abominam nos políticos, ao reagir com histeria, disparando para tudo o que mexia à sua volta e acusando uns quantos manifestantes de falta de democracia.
Ora, senhor ministro, falta de democracia é ser candidato à Assembleia Municipal de Esposende, ter sido eleito e nunca mais ninguém lhe ter posto a vista em cima.
Desconfio até que nunca mais proferiu o nome de Esposende, a isso chamaria oportunismo e xico-espertismo.
Se há coisas que abomino nos políticos são “vacas sagradas”, aqueles que se acham bons, do tipo malabarista, aparecem e desaparecem, e ficam com a ideia que ao proferir uns bitaites na altura das eleições estão a enrolar uma série de pacóvios provincianos.
Espero que a derrota lhe tenha servido de lição!
Apesar de ridícula, a última intervenção de Augusto Santos Silva contra os professores, não é motivo de riso, mas antes um indicador de como o PS reage àqueles que não pensam da mesma forma e se opõem às suas ideias na rua.
Quem é bom e íntegro, honra os seus compromissos, não brinca com os valores da democracia e da cidadania!

PORTAGENS NA A28!

Afinal porque é que as portagens na A28 sempre estão a ser colocadas?
A A28 é uma via fundamental para a indústria e para todos os habitantes do litoral norte. Numa altura em que se fala de Metro, TGV, Pontes sobre o Tejo, Aeroportos,… e o Norte do País? Chega de tolerância!
Recorde-se que o Governo definiu que só seriam colocadas portagens quando os concelhos tivessem um IPCC superior a 90% da média nacional, quando o PIB/capita fosse superior a 80% da média nacional e quando o tempo de demora no percurso fosse inferior a 1,3 vezes o verificado na A28. Presentemente, todos os dados concelhios nestes critérios desaconselham a colocação de portagens.
A EN13 tem hoje troços nitidamente urbanos, integrados em redes viárias locais.
No caso do concelho de Esposende, desde Apúlia, Fão, Esposende, Marinhas, Mar e Antas, a EN13 atravessa aglomerados urbanos, contínuos, adquirindo características municipais, pelo que seria inaceitável que as populações destas freguesias não se opusessem veementemente a esta decisão irreflectida do governo em canalizar todo o transito da A28 para esta via, com um perfil já muito comprometido.
Só um governo irresponsável e sem conhecimento desta realidade é que ousa tomar uma medida tão penalizadora para quotidiano dos habitantes do litoral norte, quer no aspecto económico, quer no aspecto social, quer mesmo no aspecto da segurança rodoviária e consequentemente num aumento assustador da sinistralidade.
Cabe a todos nós, protestar e demonstar o nosso desagrado. Calados e parados não resolvemos nada.

"ZEQUINHA", NO SEU MELHOR!

Hoje, numa leitura de uns jornais passados, encontrei um motivo de reflexão! Reporta a um acto inédito no concelho de Esposende, aquando da apresentação do Plano e Orçamento da Câmara Municipal que foi aprovado por maioria com apenas duas abstenções.
Ao que consegui saber, absteve-se vereador do CDS/PP (José Paulo Areia de Carvalho) devido ao facto de “não ter tido tempo para ler os documentos”, por outro lado, o Vereador do PS (Luís Vale) absteve-se porque entendia ser um bom plano, tendo em conta as restrições orçamentais impostas pelo governo e Tito Evangelista faltou à reunião.
Numa leitura mais atenta aos jornais locais, verifiquei que todos os vereadores da oposição entenderam ser um bom Plano e Orçamento para 2008, apresentado por João Cepa.

Uma semana depois, na Assembleia Municipal os deputados do CDS/PP reforçaram essa posição votando favoravelmente o Plano e Orçamento, enquanto o grupo parlamentar do Partido Socialista, segundo rezam as notícias, votaram contra, com a excepção do Presidente da Junta de Freguesia de Esposende, José Felgueiras.

Provavelmente, a crescente situação de crise que divide o Partido Socialista de Esposende, provoca este tipo de divergências, geradas em torno de uma disputa interna pela direcção política local e que agora começa a ter contornos divergentes entre os vereadores do PS e os deputados municipais do Partido Socialista na Assembleia Municipal.

Mas, mais estranho se torna quando são anunciados grandes investimentos e medidas de desenvolvimento para a Freguesia de Marinhas e o Sr. Presidente da Junta de Freguesia, foi o único dos Presidentes de Junta a votar contra, sem nenhuma alegação aceitável!

E porque sou curioso, tentei saber a causa desta posição do Sr. Presidente da Junta de Marinhas e encontrei-a! E é só uma, a Junta de Marinhas ficou sem as competências que lhe estavam delegadas, limpeza e manutenção de vias, e agora nada mais faz do que passar atestados ou fazer que faz, o que dá muito jeito, para a fotografia e para notícia no Voz de Marinhas. Mas lá diz o ditado, há males que vêm por bem, porque nunca as Marinhas esteve tão bem arranjada e limpa.

É pena que Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Marinhas, ao ser o único Presidente de Junta a votar contra, entrou na política do faz de conta, o que só será compreensível e aceitável pela protecção partidária, o que cada vez mais começa a incomodar os Marinhenses mais esclarecidos.

PROJECTOS À SÓCRATES!

Depois de ver alguns dos projectos da "autoria" do Eng. José Sócrates, quase me apetece dizer, que seja ministro durante muitos anos e valha-nos Deus!

José Sócrates terá assinado numerosos projectos de arquitectura e engenharia relativos a edifícios na Guarda, ao longo da década de 1980, cuja autoria os donos das obras garantem não ser dele.
Por sua vez, o primeiro-ministro, José Sócrates, disse ao Público que assume "a autoria e a responsabilidade de todos os projectos" que assinou e que a sua actividade profissional privada se desenvolveu "sempre nos termos da lei".
De acordo com o jornal, muitos dos projectos terão sido feitos por engenheiros técnicos que tinham sido seus colegas de curso e eram funcionários da Câmara Municipal da Guarda, não podendo assiná-los por impedimento legal.
O Público adianta que em alguns casos, os documentos eram manuscritos com a letra de Fernando Caldeira, um colega de curso do actual primeiro-ministro que era funcionário daquela autarquia e que, por isso, não podia assumir a autoria de projectos na área do concelho.
Segundo o penalista Costa Andrade, citado pelo matutino, a chamada "assinatura de favor em projectos de engenharia e arquitectura constitui uma fraude à lei, embora sem relevância criminal", mas considerou que é "portadora de uma inquestionável carga ética negativa".
O jornal diz que a actividade privada de José Sócrates como projectista era publicamente desconhecida até que, em Junho do ano passado, o antigo presidente da Câmara da Guarda, Abílio Curto, a ela se referiu numa entrevista.
"Uma vez disse-lhe [José Sócrates] que ele mandava muitos projectos para a Câmara da Guarda, obras públicas particulares (...) O que sei é que nem todos os projectos seriam da autoria dele. Mas isso levar-nos-ia muito longe e também não vale a pena", disse Abílio Curto em entrevista à Rádio Altitude.
Nos documentos consultados pelo jornal destacam-se processos em que José Sócrates, que na altura era engenheiro técnico na Câmara da Covilhã, assina "peças manuscritas, nomeadamente memórias descritivas, termos de responsabilidade e cálculos de betão, em que a caligrafia usada nada tem a ver com a do actual primeiro-ministro".
Em muitos dos processos, salienta o Público, essa caligrafia é a mesma que aparece nos autos das vistorias realizadas no fim das obras pelos técnicos da Câmara da Guarda: Fernando Caldeira, colega de curso de José Sócrates e que, por ser funcionário do município, estava legalmente impedido de subscrever projectos na área do concelho.
É mais um sinal do desenrasque, que Sócrates já nos vai habituado…!

CDS-PP ESPOSENDE VAI A VOTOS

Ainda durante este mês de Fevereiro, o CDS-PP de Esposende vai a votos. Hersília Brás Marques termina os seu mandato e não tem no horizonte uma eventual recandidatura, a não ser que não exista nenhuma alternativa.
Pelo que consegui apurar, João Pedro Lopes poderá ser o seu sucessor, mas é uma figura que não reúne consenso no seio dos militantes e simpatizantes do partido, uma vez que no último acto eleitoral ainda tentou ser opositor à candidatura de Hersília Brás Marques, depois de uma tentativa frustrada à Assembleia Municipal de Terras do Bouro.
Apesar disso, José Paulo Areia de Carvalho tem-se desdobrado em contactos com os militantes, do CDS-PP de Esposende, para saber se aceitam a candidatura de João Pedro Lopes à Comissão Politica Concelhia, uma vez que é o único aliado no Partido contra a Direcção Nacional do CDS-PP, liderada por Paulo Portas.
...Aguardam-se novos desenvolvimentos.

PS ESPOSENDE EM GUERRA ABERTA!

Acabou-se o fairplay no PS de Esposende.
A Comissão política do PS deve de andar em polvorosa devido às eleições para a Concelhia do PS que são no próximo mês.
Ao que parece vão ser 2 os candidatos à disputa pela concelhia, mas como sempre acontece, nem todos estão em jogo com as mesmas condições e informações. Mas, isso sou eu que digo!
Os dois candidatos são pessoas deveras diferentes; João Nunes, obteve o apoio dos notáveis, tem muito tempo disponivel para servir o partido, embora sem muita vontade de sujar os sapatinhos, aparece sempre de peito feito com grandes teorias e resultados, sem ninguém saber bem de onde surgem. O outro, é um engenheiro cheio de vontade de cativar as pessoas e distribuir beijinhos e abraços, simpático apesar de pouco coerente, pronto a revolucionar mentalidades viciadas no seio do PS local.
Com a candidatura já formalizada, João Nunes apresentou a candidatura referindo que não concorda com o actual rumo que o partido está a traçar no concelho, pois não abdica da crítica pública e para isso se fez acompanhar das figuras mais representativas do partido socialista local, nomeadamente, Tito Evangelista, José Felgueiras, Losa Esteves e os deputados do Partido Socialista da Assembleia Municipal.
O certo é que quem pegar em tal situação deverá ver-se às aranhas para lidar com ela, e com a comunicação social a esfregar as mãos, desejosos de fedivers. Certo é que vem aí paródia!

ADEUS CORREIA DE CAMPOS!

O maior problema de Sócrates, perceptível nesta pequena mexida nas hostes, é ser um autoritário sem carisma.
Não entusiasma ninguém, dentro ou fora do partido, e sobrevive graças ao absolutismo democrático onde, precisamente por não ter carisma, cedeu.
Ninguém terá saudades dele quando acabar.

O 1º ministro diz que "compreendeu as preocupações das pessoas" a propósito da remoção de Correia de Campos. Consta que Campos - e alguns bloggers afirmam-no sem um dedo mindinho de dúvida - era um grande "reformador". E, até ontem, o mesmo 1º ministro que hoje "compreende" as preocupações de terceiros, também achava que Campos era um genial "reformador". Acontece, como não me canso de dizer, que não se "reforma" nada que os principais destinatários não queiram ver "reformado".

Entre a alegada "reforma" de Campos e um sarilho, Sócrates escolheu "compreender", um eufemismo que confirma uma derrota política no "terreno". E se havia alguma "reforma" em curso na saúde, ela acabou no dia em que Cavaco disse que ela não se "compreendia". Acontece que, parece, estão em curso mais "reformas" que muita gente não "compreende". A começar pelo dito PR.
Ainda vamos ouvir falar muito destes problemas de compreensão.